Há três ideias que vejo repetirem-se sempre quando alguém procura “como criar OnlyFans” — e são precisamente as que mais estragam o arranque:
- “É só abrir conta e o dinheiro aparece.”
- “Tenho de escolher entre ‘conteúdo leve’ ou ‘adulto’ e pronto.”
- “Se não explodir no primeiro mês, já não vou a tempo.”
Vou desfazer isto com calma, sem moralismos e sem promessas mágicas. Sou o MaTitie, editor na Top10Fans, e trabalho todos os dias com a lógica real das plataformas e do crescimento de criadoras em vários países. O teu objetivo (construir comunidade, encaixar isto numa vida de mãe trabalhadora e não depender de uma moda) é mais do que possível — mas exige um plano que respeite a tua energia e proteja a tua identidade.
Um modelo mental melhor: OnlyFans não é “sorte”, é um funil
O OnlyFans é, na prática, um negócio de subscrição com três motores:
- Aquisição: como é que pessoas descobrem que existes (fora da plataforma).
- Conversão: como é que essas pessoas decidem pagar (primeira subscrição ou compra).
- Retenção: como é que ficam (e porquê) mês após mês.
Quando vês manchetes de números gigantes (como o caso noticiado no dia 1 de janeiro de 2026 sobre uma criadora que terá feito receitas enormes muito rápido), a parte invisível quase sempre é esta: a atenção já existia antes do OnlyFans. Isso não invalida quem está a começar do zero — só significa que o teu “jogo” é consistência + posicionamento e não fogos de artifício.
Passo 1 — Decide o teu “porquê” e o teu limite (antes de criares a conta)
Se estás a construir uma comunidade para mães trabalhadoras e o teu estilo é “rotina íntima com soft allure”, o teu diferencial não é “mais do mesmo”. É confiança + narrativa + continuidade.
Faz estas três escolhas por escrito (mesmo):
- O que prometes: “conteúdo íntimo” pode ser sensual, lifestyle, dança, bastidores, conversas, desafios, ASMR, massagem, etc.
- O que nunca fazes: lista curta, objetiva (evita stress e negociações em DM).
- O que te mantém relevante a longo prazo: aqui entram coisas que não envelhecem rápido — técnica (dança/movimento), storytelling, séries semanais, comunidade.
Isto é futuro. Quando o medo aparece (“e se eu deixar de interessar?”), a resposta é: interesse não é só corpo; é formato + relação + consistência.
Passo 2 — Como criar OnlyFans (configuração essencial, sem complicar)
A parte técnica é simples; o que dá trabalho é tomar boas decisões.
Checklist de criação e perfil
- Registo e verificação: segue o processo da plataforma com documentos válidos.
- Nome e @: escolhe algo pronunciável, fácil de escrever e consistente com as tuas outras redes.
- Foto de perfil e banner: coerentes com o teu “soft allure” (sensual não precisa de ser explícito; precisa de ser intencional).
- Bio (3 linhas):
- quem és/qual é a vibe (“rotinas + movimento + intimidade leve”)
- o que recebo se pagar (séries, frequência, tipo de acesso)
- uma regra e um convite (“sem pedidos X; mensagens respondidas em Y”)
- Mensagem automática de boas-vindas: define expectativas e oferece um “primeiro passo” (ex.: “responde com 1 emoji para eu te recomendar a melhor série para começares”).
Ponto crítico: define desde já a tua “biblioteca”
Antes de promoveres, prepara 10–20 peças (fotos/vídeos curtos) para não entrares em corrida. Para uma mãe trabalhadora, isto é o que evita desistir: trabalhar em lotes.
Passo 3 — Escolhe um posicionamento que vende sem te prender
Um erro comum é tentar ser “tudo para todos”. O teu público ideal quer sentir: “isto foi feito para mim”.
Exemplos de ângulos que combinam com o teu perfil (escolhe 1 principal + 1 secundário):
- “Rotinas reais com toque de tentação” (o dia-a-dia como cenário, não como desculpa)
- “Movimento latino + feminilidade” (dança expressiva como assinatura)
- “Descompressão para adultos” (conteúdo de relaxamento/sensações: respiração, alongamentos, massagem, voz)
O segredo aqui é simples: um tema repetível que tu não te cansas de fazer.
Passo 4 — Preços: o que funciona para quem está a começar em Portugal
Mito: “se eu cobrar barato, cresce mais depressa”.
Realidade: barato sem estratégia atrai volume e pouco respeito pelos teus limites.
Pensa em 3 camadas (mesmo que uses só duas no início):
- Subscrição mensal (porta de entrada)
- Objetivo: acesso consistente e previsível.
- Conteúdo pago extra (PPV) (picos de receita sem aumentar a exposição pública)
- Objetivo: monetizar momentos especiais/temáticos.
- Experiências (opcional e sempre dentro das regras/limites)
- Objetivo: aprofundar com poucos fãs, sem te esgotares.
Regra de ouro para futuro: não dependas apenas do preço mensal. A longo prazo, o que estabiliza é retenção + extras bem posicionados.
Passo 5 — Plano editorial realista (feito para uma vida ocupada)
Se tentares publicar todos os dias sem estrutura, vais sentir que “não tenho vida”. A solução é ritmo e série.
Um plano de 4 semanas (exemplo sustentável)
Semanas 1–4 (base):
- 2 publicações “âncora” por semana (conteúdo principal)
- 3 publicações leves por semana (foto, microvídeo, texto curto, bastidores)
- 1 dia de “check-in” (pergunta à comunidade + votação)
Séries que criam hábito (e retêm)
- “Depois do trabalho”: 10 minutos de dança/movimento + conversa curta
- “Rotina de noite”: luz baixa, preparação, self-care com tensão sensual
- “Desafio de 7 dias”: alongamentos, passos simples, evolução visível
Isto é futuro-proof porque não depende de choque; depende de continuidade.
Passo 6 — Promoção sem te expor demais: tráfego é o teu oxigénio
Outra crença perigosa: “o OnlyFans vai recomendar-me”.
Na prática, a descoberta acontece sobretudo fora.
Escolhe 1–2 plataformas para topo do funil e mantém consistência:
- clips curtos (dança, rotina, teasing elegante)
- bastidores
- chamadas à ação claras (“série completa no meu conteúdo exclusivo”)
Mantém a mensagem simples: não vendas tudo; vende a próxima etapa.
E não te compares a “explosões” de celebridades: elas já chegam com audiência.
Passo 7 — Segurança, privacidade e anti-falsificações (isto é 2026)
Se tens receio de exposição ou de perder controlo, estás a pensar bem. E há um tema atual que não dá para ignorar: falsificações com IA e uso indevido de imagem. No final de 2025, saiu notícia sobre uma figura pública a denunciar uma imagem gerada por IA usada para promover um “OnlyFans” falso — isto é um sinal claro de que o ecossistema está mais agressivo.
Proteções práticas (sem paranoia, com método):
- Marca de água discreta nos teus conteúdos (consistente).
- Separação de identidades: email e contas dedicadas ao projeto.
- Regras de DM: horários de resposta e limites (evita desgaste emocional).
- Conteúdo com contexto: mais difícil de “roubar” quando está ligado a uma série e a uma narrativa.
- Monitorização básica: pesquisa periódica do teu nome artístico + variações.
A tua carreira não pode depender de “espero que corra bem”. Tem de ter guardas.
Passo 8 — A armadilha da promessa “vais ficar milionária”
Há artigos e debates a apontarem que a plataforma (e o ecossistema à volta) vende muitas vezes a fantasia da independência instantânea. Leva isto como higiene mental: não precisas de ser milionária para valer a pena, e não precisas de te destruir para crescer.
Em vez disso, define métricas de estabilidade:
- Meta de subscritores que pagam contas (realista e progressiva)
- Taxa de renovação (retenção)
- Receita por fã (não é só quantidade)
- Horas por semana (o teu limite é um KPI)
Se és mãe e tens vida cheia, a métrica mais importante é: isto encaixa na minha vida sem me engolir?
Passo 9 — Como lidar com estigma e ansiedade (sem te calares)
Não vou romantizar: há pessoas que julgam. E às vezes isso bate na vida profissional, familiar e emocional. Histórias noticiadas sobre consequências sociais e discriminação existem, e são um lembrete de que deves planear o teu nível de exposição com cuidado.
Estratégias que ajudam:
- Escolhe um “círculo de verdade”: 1–2 pessoas que sabem e te apoiam.
- Define frases prontas (para não entrares em explicações infinitas):
- “É um projeto de conteúdo por subscrição; eu decido o que publico.”
- “Não discuto detalhes. Obrigada por respeitares.”
- Cria distância entre “tu” e “a personagem”: mesmo que sejas autêntica, mantém um núcleo privado.
Passo 10 — O teu kit de arranque (em 90 minutos)
Se hoje fosse o teu dia 1, eu fazia assim:
- 15 min: define o teu posicionamento (1 frase) + limites (5 bullets)
- 20 min: cria bio + mensagem de boas-vindas + 3 destaques (temas fixos)
- 30 min: grava 6 microvídeos (10–20s) em lote (dança/rotina/tease elegante)
- 15 min: agenda 7 publicações (varia formatos)
- 10 min: escreve 3 CTAs (para não inventares todos os dias)
No final, tens sistema. E quando há sistema, há futuro.
Um caminho de crescimento que não te esgota (o “mapa”)
Para uma criadora em Portugal, com público potencial global, o salto vem quando pensas em camadas:
- Camada 1 (Portugal): proximidade cultural, horários, língua
- Camada 2 (internacional): conteúdo visual (dança/rotina) atravessa línguas
- Camada 3 (comunidade): séries, desafios, “nome” para os teus fãs, rituais semanais
Se quiseres acelerar sem inventar a roda, um passo inteligente é entrares em redes que te tragam visibilidade e parcerias com método (e não “promoções” ocas). Podes, quando fizer sentido, juntar-te à Top10Fans global marketing network para amplificar tráfego e oportunidades — mantendo a tua identidade e os teus limites no centro.
📚 Leituras recomendadas (para ires mais fundo)
Se quiseres contexto extra sobre tendências, riscos e narrativas públicas à volta do OnlyFans, aqui ficam três leituras úteis:
🔸 Piper Rockelle bate $1M após lançar OnlyFans
🗞️ Fonte: Mundo Deportivo – 📅 2026-01-01
🔗 Ler o artigo
🔸 MrBeast denuncia imagem usada em ‘AI OnlyFans’ falso
🗞️ Fonte: Newsweek – 📅 2025-12-31
🔗 Ler o artigo
🔸 A promessa de ficares milionária no OnlyFans: crítica
🗞️ Fonte: 20minutos.es – 📅 2025-12-31
🔗 Ler o artigo
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