
A pergunta “onlyfans quanto se ganha” costuma vir com três suposições escondidas — e são elas que te tiram o sono quando a audiência oscila.
Mito 1: “É só abrir conta e o dinheiro entra.”
Na prática, o OnlyFans não é uma slot machine; é um negócio de receita recorrente. O dinheiro entra quando tens um sistema previsível: aquisição → conversão → retenção → upsell.
Mito 2: “Só ganha bem quem já é famosa.”
Fama ajuda na aquisição, mas retenção e ARPU (receita média por seguidora) mandam mais do que o “hype”. Muitas criadoras “pequenas” ganham de forma estável porque controlam o funil e reduzem churn.
Mito 3: “Se eu baixar o preço, estabilizo.”
Preço baixo pode aumentar conversões, mas também atrai assinantes menos comprometidas, aumenta pedidos, e piora churn. Estabilidade vem de oferta clara + rotina sustentável + valor percebido.
Sou o MaTitie (Top10Fans). Abaixo vais ter um modelo mental simples, números realistas e um plano que respeita o teu estilo: impacto baixo-volume, marca pessoal no LinkedIn, e os teus showcases de joalharia handmade — sem te obrigar a virar “máquina de conteúdo”.
Como o OnlyFans paga (o básico que muda as contas)
O OnlyFans ganha dinheiro com uma comissão fixa: fica com 20% e a criadora recebe 80%. E os teus ganhos podem vir de três fontes principais:
- Subscrições mensais (a base previsível)
- Tips/gorjetas (volátil, mas útil para aumentar o ARPU)
- PPV (pay-per-view) em mensagens (ótimo para “picos” controlados)
Este detalhe do 80/20 é o que torna obrigatório pensares sempre em “líquido” e não em “preço de tabela”.
“Quanto se ganha?” — a resposta honesta (e útil)
Em vez de te dar um número mágico (que só cria frustração), dou-te uma forma de prever.
A fórmula curta
Ganho mensal (líquido) ≈ 0,8 × [ (Subscritores × Preço) + Tips + PPV ]
O truque está em duas variáveis que quase ninguém estima bem:
- Conversão (quantas pessoas passam de “ver-te” para pagar)
- Churn (quantas cancelam por mês)
Se controlares estas duas, o teu stress baixa — porque consegues prever.
Cenários realistas (com contas) para Portugal
Vou usar números redondos para poderes ajustar sem complicações.
Cenário A — “Começo disciplinado” (objetivo: previsibilidade)
- Preço: 10€
- Subscritores: 80
- Tips + PPV: 200€ no mês (média)
- Bruto: 80×10 + 200 = 1.000€
- Líquido (80%): 800€
Isto é o tipo de patamar que muitas criadoras conseguem atingir com 1–2 meses de consistência se tiverem um canal de aquisição (o teu LinkedIn pode ser esse canal, com a abordagem certa).
Cenário B — “Base estável + upsell” (objetivo: tirar a montanha-russa)
- Preço: 12€
- Subscritores: 180
- Tips + PPV: 900€
- Bruto: 180×12 + 900 = 3.060€
- Líquido: 2.448€
Aqui já não dependes tanto de “viralidade”. Dependendo do teu posicionamento, PPV pode vir de:
- coleções exclusivas (processo + bastidores)
- drops limitados
- votações para design (pagas)
Cenário C — “Marca forte” (objetivo: proteger tempo e energia)
- Preço: 15€
- Subscritores: 350
- Tips + PPV: 2.500€
- Bruto: 350×15 + 2.500 = 7.750€
- Líquido: 6.200€
Repara que o salto grande costuma vir de duas coisas:
- uma proposta de valor com “história” (não só fotos/vídeos)
- um sistema de mensagens/PPV que não te suga horas
O que realmente estabiliza rendimentos (e porque o LinkedIn pode ajudar)
Tu estás a construir marca pessoal no LinkedIn. Isso é uma vantagem rara, porque lá a confiança cresce com:
- consistência
- narrativa
- bastidores do processo
- prova de competência
O modelo que funciona para ti (confiante, introvertida, impacto alto com pouco ruído) é:
- LinkedIn para confiança (topo do funil)
- um ponto de passagem (página/landing com contexto e limites)
- OnlyFans para recorrência (subscrição)
- PPV para picos planeados (sem “spammar”)
Se quiseres uma página rápida e internacional para captação, podes usar algo simples e focado (ex.: Top10Fans) — o objetivo é reduzir fricção e aumentar conversão sem te expores em excesso.
O teu “painel de controlo” (3 métricas que diminuem ansiedade)
Se só olhares para likes/visualizações, vais sentir imprevisibilidade. Olha para estas três:
1) Subscritores ativos
O número que paga contas. O resto é barulho.
2) Churn mensal (cancelamentos)
Se tens 100 subs e perdes 20/mês, o teu churn é 20%.
Meta saudável (depende do nicho): tenta empurrar para 10–15% com melhorias simples.
3) ARPU (receita média por subscritora)
ARPU = (subscrição + tips + PPV) / subscritores.
É aqui que a estabilidade vive: mesmo que não cresças muito em volume, ARPU melhorado suaviza meses fracos.
Como aumentar ganhos sem aumentar horas (estratégia “baixo-volume, alto valor”)
Vou focar em alavancas que combinam com joalharia handmade e com uma comunicação mais contida.
1) Constrói “razões para ficar” (retenção > caça a novos subs)
A maioria das criadoras perde dinheiro por churn, não por falta de novos olhos.
Três razões simples para manter subscritoras:
- Séries (ex.: “Do esboço à peça final” em 4 episódios/mês)
- Calendário previsível (o teu público quer saber “quando”)
- Participação (votações, escolhas de pedra, nomes de coleção)
A retenção melhora quando a pessoa sente: “Se eu cancelar, vou perder a continuidade.”
2) PPV com ética e clareza (sem quebrar confiança)
PPV não deve parecer “armadilha”. Usa esta regra:
- Subscrição = acesso base + narrativa + consistência
- PPV = itens especiais e raros (drops, extras, edição limitada)
Um bom rácio prático:
- 1–2 PPVs por semana (curtos)
- 1 PPV “grande” por mês (drop/coleção)
3) Tips: pede pouco, mas com motivo
Tips funcionam melhor quando têm “porquê”:
- “Ajuda a financiar a próxima ferramenta”
- “Vota no próximo design”
- “Desbloqueia making-of completo”
Sem dramas, sem pressão — só contexto.
Preço: o erro mais comum (e um método para decidir)
Muita gente decide preço por comparação. Isso dá instabilidade.
Método simples (3 degraus)
- Preço de entrada (para converter)
- Valor recorrente (para manter)
- Premium pontual (PPV) para subir ARPU
Exemplo prático:
- Sub: 10–15€
- PPV curto: 5–15€
- PPV premium (drop completo): 25–60€
O ponto não é “cobrar muito”. É alinhar preço com intensidade: quanto mais raro e valioso, mais faz sentido ser premium — e menos precisas de publicar sem parar.
Conteúdo: o que publicar para vender (sem te esgotar)
Se o teu stress vem de engagement imprevisível, então a tua rotina tem de ser desenhada para não depender de motivação.
Uma semana sustentável (exemplo)
- 2 posts “core” (bastidores + peça final)
- 2 updates leves (story curta, detalhe, textura, ferramenta)
- 1 mensagem de relacionamento (check-in + pergunta simples)
- 1 PPV (curto) OU preparação do PPV mensal
Isto dá-te consistência sem te prender a “diário a todo o custo”.
O que não te dizem sobre crescimento (e que explica frustração)
1) “Mais conteúdo” nem sempre = mais dinheiro
Às vezes, mais posts diminuem valor percebido, especialmente no premium. Melhor: conteúdo com arco (início → meio → final).
2) Muitos seguidores não pagam, mas poucos certos pagam bem
Tu já estás no LinkedIn: lá há gente que valoriza processo, artesanato e qualidade. Isso tende a converter melhor do que audiência “fria” que só quer scroll.
3) A plataforma pode ser muito rentável… mas não te deve engolir
Há sinais públicos de que o negócio do OnlyFans tem margens fortes (por exemplo, foi noticiado que o proprietário recebeu dividendos de 701 milhões de dólares em 2024). A leitura útil para ti não é “uau”, é esta: a plataforma é desenhada para escalar a comissão — por isso, a tua defesa é construir sistema próprio de aquisição (ex.: LinkedIn + pesquisa + páginas de referência) e não depender de um único fluxo.
Plano de 30 dias para saíres do “quanto se ganha?” e entrares no “quanto vou ganhar?”
Semana 1 — Base e clareza (reduzir fricção)
- Define a tua promessa em 1 frase (o “porquê ficar”)
- Faz um calendário leve (4 semanas) com séries
- Define 1 oferta PPV mensal (o “drop”)
Semana 2 — Retenção e mensagens
- Cria uma mensagem de boas-vindas com:
- o que vai acontecer esta semana
- como pedir algo (sem ansiedade)
- um “mini objetivo” (“esta semana escolhes X comigo”)
Semana 3 — ARPU com um PPV pequeno
- 1 PPV curto com tema claro (ex.: “3 ângulos + making-of”)
- 1 pergunta simples para gerar respostas (as respostas vendem melhor do que likes)
Semana 4 — Ajuste por métricas (sem drama)
- Mede: subs ativos, churn, ARPU
- Ajusta uma coisa só:
- se churn alto: melhora série + previsibilidade
- se ARPU baixo: PPV mais valioso/mais raro
- se conversão baixa: clarifica a promessa e o que está incluído
Sinais de alerta (para proteger a tua marca e energia)
- Estás a publicar mais, mas a receita não sobe → estás a trocar qualidade por volume
- Subscritores entram e saem rápido → promessa não está alinhada com entrega
- Passas horas em mensagens sem retorno → falta estrutura (menus, horários, PPV planeado)
O objetivo não é “trabalhar mais”. É fazer o teu rendimento parecer um salário: previsível, com variação controlada.
Fecho: o teu modelo mental novo
Quando alguém te perguntar “OnlyFans quanto se ganha?”, responde mentalmente assim:
- Quanto consigo manter (retenção)?
- Quanto consigo tirar por pessoa (ARPU) sem me desgastar?
- Que canal me traz gente certa com confiança (LinkedIn)?
Se quiseres acelerar isto com apoio de distribuição internacional (sem perder o teu tom discreto), podes juntar-te à “Top10Fans global marketing network”.
📚 Leitura recomendada (para aprofundar)
Se quiseres contexto adicional e exemplos do ecossistema, aqui ficam três leituras úteis:
🔸 Piper Rockelle fala sobre o processo ‘Bad Influence’
🗞️ Fonte: Mandatory – 📅 2026-02-13
🔗 Ler o artigo
🔸 Karely Ruiz anuncia saída do OnlyFans e novos negócios
🗞️ Fonte: Turquesa News – 📅 2026-02-12
🔗 Ler o artigo
🔸 Karely Ruiz prepara nova etapa e fala em retirar-se
🗞️ Fonte: El Imparcial – 📅 2026-02-12
🔗 Ler o artigo
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